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Gotas de Sol

Qui | 30.04.20

Para fechar Abril

Menina do Mar

      Hoje termina mais um mês. Dos meses mais difíceis. 

      Que leve com ele o pior e que deixe a esperança em todos os nossos corações.

    Que o pior desta pandemia tenha sido lavado pelas chuvas de Abril e que Maio venha florir e trazer mais raios de sol às nossas vidas.

      Maio, estou com esperança em ti e em todos nós.

Qua | 29.04.20

Dia Mundial da Dança

Menina do Mar

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(imagem retirada da internet)

      Hoje é um dia onde se celebra algo que para mim é tão importante e que faz tamanha diferença na minha vida.

     Já é sabido que não sou a melhor bailarina do mundo, mas aquela sensação de querer mexer o corpo quando há uma música… Não sei explicar! Parece que o coração quer dançar também e todas as células do corpo!

      Só de falar desta atividade já me dá vontade de sorrir!

      E irrito-me!

     Irrito-me porque em casa danço e nas aulas (aquelas duas que fui antes do isolamento social) também danço… Ainda assim, se estou entre amigos ou noutra situação qualquer, não consigo dançar. Sabem porquê? Riam-se de mim: porque fico com vergonha e não consigo libertar os movimentos!

      Não sou parva!?

      Algo que o tempo vai ajudar a aliviar, tenho esperança!

      Há tanto de mim que poderia dar, mas que a vergonha, insegurança ou medo não deixam…

      Estou num processo… Lento, tenho essa noção.

      O dia de me libertar vai chegar!

 

      Vamos dançar!?

 

      Quem é que hoje vai dar um pezinho de dança num grande palco da vida (a sua casa)?!

Ter | 28.04.20

Escrever vs Falar

Menina do Mar

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(imagem retirada da internet)

      Mandem-me escrever. Se o fizerem, as palavras saem com grande fluidez. Se escrevo num papel, a minha mão faz a caneta deslizar pelo papel com uma facilidade tremenda… Se escrevo no computador, os dedos têm tal facilidade em procurar as letras necessárias a formar palavras, frases e textos que eu não sei explicar como isso acontece.

        Relativamente à comunicação não é bem assim. As palavras ficam tão, mas tão presas… Não que eu não sinta, não que eu não pense, não que eu não queira dizer… Simplesmente é muito, mas muito mais difícil falar.

       Quando andava na escola, lembro-me que em todas as reuniões às quais a minha mãe ia, os professores diziam que de mim a única coisa que tinham a apontar era a minha falta de participação…

       A verdade é que quando os professores faziam alguma pergunta para a turma, eu quase me escondia e olhava de propósito para o livro para eles não me chamarem para responder… Fazia de conta que estava a fazer anotações… Se, por azar me perguntavam alguma coisa, muitas vezes eu sabia a resposta e não respondia.

         A mim, já foi explicado que para muitas pessoas é mais fácil escrever do que falar e que não há mal nenhum nisso. Numa das minhas consultas, eu disse à psicóloga que tenho, por exemplo, muita dificuldade em dizer à minha mãe a frase “gosto de ti” e que me sinto mal por isso. Porque gosto muito, mas não lhe consigo transmitir. Recebi como resposta que isso é normal e que há, efetivamente, pessoas assim, ainda para mais tendo em conta toda a minha história… Ela deu-me a sugestão de escrever um bilhete e deixar no frigorífico para que ela o lesse no outro dia quando acordasse…

      A mim, tudo já me foi explicado e eu não vou conseguir mudar da noite para o dia. Gradualmente, talvez. Mas… E as outras pessoas? E aqueles que privam comigo e precisam de saber o que me vai, realmente, na alma? Essas pessoas não sabem dessa dificuldade e mesmo que saibam, talvez não a compreendam...

          Sim, eu penso nisso… Sou a pessoa dos pensamentos e das antecipações… É que eu sei o que sinto e o que penso, mas ninguém o consegue descobrir se eu não falar… Eu tenho essa noção…

        Tenho a comunicação como algo muito importante e lições de vida que me mostram que o diálogo é essencial. Quero muito que ele exista na minha vida, mas sei que não basta querer. E surge o esforço inicial. Sim, no início há um esforço que tem de ser feito e que vai fazer com que, à posteriori, as palavras surjam com naturalidade…

         Ainda assim, muito sinceramente, estou cansada de dar tempo ao tempo...

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